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Sabe que o maior trilho pedestre do mundo passa pelo centro de Portugal?

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Para os apreciadores de passeios pedestres, o Trilho Internacional dos Apalaches, “o maior trilho de pegadas humanas do mundo”, é o símbolo maior do prazer de caminhar pela natureza. 


O percurso original situa-se nos EUA e atravessa, a cordilheira montanhosa dos Apalaches, no sentido do seu comprimento, ao longo de 3500 kms e passando por 14 estados dos EUA. A ideia de rodear o globo terrestre deu origem a partes do percurso deste trilho em diversas partes do globo. A transição para a Europa faz-se pela Grande Rota 38, com cerca de 37 km, situada integralmente, na Serra do Moradal (ou Muradal), que faz parte do concelho de Oleiros.

A Grande Rota Moradal-Pangeia (GR38) atravessa um território de grande valor geológico ao longo de uma montanha quartzítica que constitui a “espinha” da Serra do Moradal. Zonas de grande elevação rochosa permitem miradouros de cortar a respiração, com o Zêzere em pano de fundo.

Durante todo o percurso o caminhante, ora emerge em verdadeiras paisagens panorâmicas, ora mergulha em bosques verdejantes ladeados por numerosos cursos de água. Para os mais aventureiros, o percurso conta ainda com uma “via ferrata” – um percurso preparado na parede rochosa – com 150m de extensão e trilhos de BTT.

Miradouro do Cabeço Mosqueiro – Orvalho

Aceite a nossa sugestão e comece o seu passeio pela manhã no miradouro do Orvalho. Uma paisagem de cortar a respiração! Siga então o percurso e embrenhe-se nos passadiços e trilhos verdejantes que o levarão à cascata da Fraga de Água d’Alta. Vá progredindo, ao longo do dia, de surpresa em surpresa, no sentido do Estreito. Um final de dia perfeito inclui, sem dúvida, o pôr do sol no Estreito.

Crista quartzítica do Zebro

Nas proximidades de Vilar Barroco, o percurso enamora-se do leito de uma ribeira, embrenhando-nos num bosque ribeirinho onde, por momentos o verde do pinhal é substituído pelos tons luxuriantes dos habitats ribeirinhos. As zonas intransponíveis são vencidas por passadiços e pontes de madeira que permitem alternar o passeio entre uma e outra margem, num cenário mágico e pleno de encanto.

Aqui, o olhar descansa do longe e concentramo-nos nos pormenores até nos deslumbrarmos com o súbito aparecimento dos poços Mosqueiro e da Fervença, bem no fundo do vale. Seduzidos pela descoberta, sentimo-nos retemperados para iniciar a subida até ao miradouro que lá atrás se anunciava.

A subida à Serra do Moradal (ou Muradal) é íngreme mas a recompensa surge na forma de vistas panorâmicas inesquecíveis. A partir do Miradouro do Zebro a paisagem é de cortar a respiração e permite-nos perceber a extensão das formações geológicas que esculpiram este cenário monumental.

Os bosques de medronheiros são uma constante da paisagem

Acompanhando a crista do Moradal, o trilho conduz-nos a outras íngemes formações rochosas. Com equipamento apropriado, é possível aos caminhantes experimentar a “via ferrata” – uma extensão de escalada que obriga à utilização de arnês e capacete – para alcançar a Penha Alta. A alternativa passa pela utilização das estradas de terra que servem as torres eólicas.
No Portelo, o horizonte estende-se para este, deixando perceber a planície que se estende até ao Tejo, onde as Portas de Ródão voltam a mostrar o duro esplendor destas formações rochosas.
Já com a tarde a avançar, a paisagem ganha outros tons enquanto perseguimos o sol que começa a desaparecer por trás deste mar de montanhas atapetadas de verde.
O trilho termina na aldeia do Estreito, o local ideal para retemperar as forças e absorver a magnitude desta experiência inesquecível de contacto com a natureza. Grandiosa. Enquanto o sol se põe.

Se optar por estadia na zona, o Turismo Rural São Torcato Moradal oferece-lhe todas as condições e fica junto à GR38

Em alternativa a fazer o percurso na íntegra, pode optar-se por iniciá-lo em quatro pontos distintos: Orvalho, Vilar Barroco, Sarnadas de São Simão ou Estreito.

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